Guia de Pragas
Antracnose

Antracnose

Médio

Colletotrichum spp.

Lesões deprimidas com esporos rosados no centro. Infecta o fruto verde e só aparece maduro.

Partes afetadas

Folhas, caule e principalmente frutos

Condições favoráveis

Calor com chuva ou molhamento foliar prolongado

Ciclo de vida

Pode ficar latente no fruto verde e só se manifestar na maturação

Identificação

  • Lesões deprimidas e escuras, com bordas bem definidas.
  • No centro da lesão, pontinhos alaranjados ou rosados em tempo úmido — são os esporos.
  • Em folha, manchas necróticas que podem se juntar.
  • No fruto, a lesão afunda e se expande em círculo.

Sintomas na planta

  • Fruto com manchas circulares deprimidas que apodrecem.
  • Desfolha em ataque foliar severo.
  • Lesões no caule que podem anelar e matar o ramo.

Tratamento recomendado

  • Evite molhamento foliar prolongado; nunca regue por cima no fim do dia.
  • Remova e destrua fruto e folha afetados — a fonte de inóculo é o próprio material doente.
  • Trichoderma e Bacillus subtilis preventivos.
  • Silício via solo reduz a suscetibilidade do tecido.
  • Espaçamento e poda para melhorar a ventilação.

A antracnose é notória pela latência: o fungo infecta o fruto ainda verde, fica quiescente, e só se manifesta quando o fruto amadurece. Muita perda pós-colheita começou semanas antes, no campo.

A pista dos esporos rosados

Em tempo úmido, o centro da lesão produz massas de conídios de cor salmão ou alaranjada. É o sinal mais característico e o que separa antracnose de outras manchas foliares.

O que usar

Antracnose — OrganoLab